Restaurantes em Tiradentes: as decepções, a revelação e a felicidade do reencontro

Na semana passada estivemos em Tiradentes e resolvemos provar a comida de alguns restaurantes super indicados na maioria dos blogs e sites especializados sobre a Cidade e nos deparamos com a seguinte realidade: almoçamos e jantamos em restaurantes distintos e tivemos decepções e uma revelação de excelência!

Como não gostamos de notícias ruins vamos começar pela revelação do ano:

- Restaurante Escola do SENAC

Descobrimos esse restaurante por acaso quando estávamos subindo uma ladeira e resolvemos ligar para fazer reserva para o dia seguinte. Ficamos sabendo que não era necessário reserva apesar de abrir somente de sexta à domingo. O menu aos domingos é composto apenas de duas opções de comida mineira: frango com quiabo ou feijão tropeiro. Como já conhecíamos o serviço do restaurante escola do SENAC no Rio de Janeiro já sabíamos o que esperar, mas não imaginávamos que seríamos os únicos no restaurante (falta informação para as pessoas mas o dia que descobrirem a maravilha que é acabará o sossego do chef) teríamos atendimento exclusivo e super privilegiado. Pedimos as bebidas e logo nos foi servido um couvert sem custo adicional. Optamos pelo feijão tropeiro que foi preparado na hora e veio acompanhado de arroz, couve, torresmo, ovo frito e duas bistecas de porco. Pode não parecer, mas veio tão bem servido que não aguentamos comer até o fim.

O serviço de primeira, rápido, eficiente, local super estiloso com decoração incluindo peças de artesanato local e no final o melhor disso tudo: o preço! A conta para duas pessoas com bebidas ficou em R$47,00 e não cobram 10% mas não custa deixar a gorjeta pelo excelente atendimento. E não, antes que perguntem, o chef que preparou o almoço não era aluno e sim professor. Perguntamos se é sempre tranquilo assim e nos responderam que sim. Aliás ao lado do restaurante fica a pousada escola do SENAC que também não sabíamos que existia e tem 6 apartamentos luxuosos e com preços super acessíveis se comparados aos das pousadas do Centro Histórico de Tiradentes.

Agora temos que falar sobre as decepções. Primeiro vale lembrar uma frase famosa que diz quanto maior a expectativa maior será a decepção. E foi isso que nos ocorreu. Na última vez que fomos à Tiradentes era alta temporada e não conseguimos comer em dois restaurantes tão falados inclusive em blogs de viagens: o Tempero da Ângela e o Mandalun, mas dessa vez insistimos e resolvemos experimentá-los e ter nossa tão aguardada experiência gastronômica em restaurantes badalados de Tiradentes.

-Tempero da Ângela

Não fica bem em Tiradentes, mas sim em Bichinho uma cidade à 10km de distância do Centro Histórico. Chegamos por volta das 13:00h e logo vimos uma aglomeração de carros e pessoas na rua e já para chegar na porta do restaurante estava complicado.

A primeira fila é para conseguir colocar seu nome na lista de espera que nessa altura já haviam mais de 60 pessoas na nossa frente.

Colocaram umas mesas ao lado do restaurante onde as pessoas podem esperar e já pedir as bebidas, mas não podem se servir, somente aguardar até ser chamado pela ordem de espera. Muitas pessoas já desistem nesse momento. Pergunta: se o espaço já tem mesas e cadeiras e estrutura para funcionamento de restaurante, por que não aproveitá-lo e permitir que os clientes se sirvam e sentem-se nas mesas? A fila de espera seria bem menor!

Enfim, depois de quase 1 hora e meia esperando, fomos chamados. Sentamos em mesa para dois. O espaço é bem rústico e não espere nenhum luxo, como também nós não estávamos esperando, afinal, fomos lá pelo tão famoso tempero diferenciado da Ângela que é a dona do restaurante e já apareceu até em programas de culinária da TV.

O “buffet” incluindo as comidas no forno à lenha custa R$20,00 por pessoa e você pode comer quantas vezes quiser mas não inclui bebida nesse preço. As comidas ficam em um anexo ao espaço das mesas e a cozinha logo atrás, então você acompanha de perto todo o processo de preparação das comidas.

A comida típica inclui tutu, couve, frango, muita carne de porco e tudo que é mais famoso no cardápio mineiro.

Como o movimento é muito grande, as comidas acabam quase que na velocidade da luz, então tivemos que esperar para comer coisas simples como couve que ao avisarmos que havia acabado, teve que ser colhida na hora, lavada, cortada e frita. Bem como os ovos fritos são feitos na hora mas só se o cliente pedir. Já as sobremesas bem limitadas a duas opções: doce de leite e goiabada com queijo.

Vocês devem estar se perguntando, mas por que a decepção se já sabiam que seria tudo bem simples? Bem, apesar de não esperar muito do local, esperávamos muito da comida que não estava nem tão saborosa, nem com tão boa apresentação e nem com tanta variedade. Talvez eles não tenham estrutura para aguentar o movimento que cresceu segundo a atendente há 4 anos desde que apareceram na televisão (mas será que de lá pra cá não deu tempo de se estruturar melhor?) ou talvez porque quem faz a maior parte das comidas não seja mais a Ângela e sim um grupo de cozinheiras que lota a cozinha. Enfim, a decepção foi proporcional à expectativa. A conta para duas pessoas incluindo bebidas ficou em R$50,00.

- Mandalun

Na verdade nem esperávamos tanto desse restaurante que fica bem na praça do Largo das Forras, mas como já havíamos lido sobre ele resolvemos experimentar.

A noite servem além das comidas do cardápio, caldos e sopas que custam em média R$16,00 e variam entre caldo verde, canja, sopa de feijão e outros.

Optamos por um caldo verde e um omelete de calabresa que não veio com uma boa apresentação nem estava muito bom apesar do preço salgadinho.

A conta para duas pessoas com bebidas ficou em R$70,00 e não pedimos nada extravagante nem elaborado. Não valeu pelo sabor das comidas. A única coisa boa foi o atendimento das atendentes muito simpáticas. Não voltaríamos.

- Pizzaria da Sandra

Como sempre depois de uma tempestade vem a bonança (olha o drama) no último dia na Cidade decidimos comer na pizzaria da Sandra e assim como da outra nos deliciamos com duas belas pizzas. O lugar continua simples e aconchegantes e as pizzas cada dia mais gostosas.

Nós gostamos tanto dessa pizza que pedimos outra para levar para o quarto da pousada e nos deliciar na fria madrugada de Tiradentes. As duas pizzas com as bebidas saíram por R$70,00. E como vale à pena!

- Restaurante Fogão à Lenha

Outra boa opção para um almoço despretensioso foi o Restaurante Fogão à Lenha localizado na rua Direita no Centro Histórico.

A comida mineira é servida no forno à lenha e o buffet é por quilo com balança.

Apesar de ter mesas no interior do restaurante, o interessante é sentar do lado de fora apreciando a vista e curtindo a música ao vivo que tem todos os finais de semana mas é cobrado couvert artístico de R$5,00 por pessoa.

Mas nem só de comida salgada vive Tiradentes. A cidade é uma das mais deliciosas de Minas no quesito doces incluindo o tão famoso Chico Doceiro, mas isso é assunto para um próximo post.

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